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-28 de fevereiro de 2004 -

Outras tentativas menores

Em 20 anos, tive outras breves experiências sem cigarros, ou com menos cigarros. Não podem a rigor ser classificadas como tentativas de largar o vício, pois ocorreram quase por acaso. De qualquer forma, me ensinaram algo sobre minha relação com a nicotina.

Há uns 15 anos, arranjei uma namorada não-fumante que morava em Porto Alegre (eu sou de São Paulo). Depois de muito tempo nos relacionando por carta e telefone (não existia email naquela época), chegou enfim a oportunidade de nos reencontrarmos. Fumei o último cigarro do maço ao desembarcar no aeroporto, e saímos antes de eu ter a oportunidade de comprar mais. Passei uma semana na casa dela, sem sequer lembrar da existência de cigarros. Ela não pediu que eu não fumasse. Eu é que simplesmente não me senti motivado o suficiente para ir até a padaria adquirir os bastões. Eu estava num lugar novo, rodeado de pessoas novas, não-fumantes, fazendo coisas novas. Estava apaixonado não só por ela, mas por todo o mundo dela, muito diferente do meu. No ímpeto dos 24 anos, cheguei até a pensar em largar tudo e começar uma vida nova com ela. Se tivesse levado o plano adiante, talvez hoje estivesse livre do vício. Mas tudo não passou de um sonho pós-adolescente. De volta a São Paulo, logo na primeira carta que escrevia a ela (e que - depois vim a saber - seria uma das últimas), um Marlboro aceso já marcava presença ao lado do papel e caneta.

Há uns dez anos trabalhei numa empresa onde fumar era proibido. Havia um "fumódromo", e seus frequentadores carregvam o estigma de fracos e inferiores, diante da cultura rigidamente anti-tabagista e "pró-ativa" (antes do termo virar moda) da empresa. Fumantes, de forma velada mas inequívoca, tinham menores chances de progredir lá. Decidi deixar de frequentar o "gueto" dos cidadãos  "inferiores", por quem os outros funcionários pró-ativos tinham uma mistura de compaixão e asco. Fumava dois cigarros de manhã, um depois do café e outro no trânsito antes de chegar na empresa, um depois do almoço na rua, um no trânsito (e que trânsito...) de volta para casa, mais um ou dois à noite. Ou seja, passei um ano - o tempo que durou meu emprego - com uns seis cigarros por dia nos dias úteis. Em geral sinto menor necessidade de fumar nos fins-de-semana; e ficava também nessa média aos sábados e domingos. Isso sem muito esforço, sem crises de abstinência.

Tabac - 12:54

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