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-27 de fevereiro de 2004 -

Tentativa fracassada II - Zyban

Com a gravidez, minha mulher parou de fumar e passou a ter ojeriza forte ao cheiro de cigarro (entre outros cheiros).

Em novembro de 2000, minha primeira filha nascia, 3 meses depois do falecimento do meu pai por problemas de saúde agravados pelo hábito de fumar.

Uma grande perda e uma grande dádiva assim tão próximas mexe com a cabeça da gente. Lamentei demais meu pai não ter conhecido a primeira neta, assim como eu não conheci meu avô, morto um ano antes de eu nascer.

A paternidade elevou a importância da minha auto-preservação a patamares nunca sequer sonhados pela minha mera auto-estima. Desejei estar vivo e bem para brincar e cuidar não só da minha filha, mas para conhecer meus futuros netos, e quebrar de vez o que parece ser uma sina de família de netos não conhecerem seus avós. A fumaça não tinha mais cabimento no ambiente asséptico de uma casa com bebê lactente. Meus cigarros, em casa, ficaram limitados ao banheiro, ainda assim sob protestos da mãe.

Achei que era a oportunidade de tentar parar mais uma vez - motivação em alta, importantes mudanças de rotina, além da perda dos meus dois principais companheiros de tragadas, meu pai e minha mulher.

Dessa vez recorri ao Zyban, nome comercial da bupropiona. A droga tem efeito psíquico, que deveria diminuir a vontade de fumar. Pela minha experiência anterior, achei que algo assim funcionaria melhor do que repositores de nicotina, como adesivos ou chicletes.

No início do tratamento tomamos a droga sem parar de fumar. Senti que a minha percepção do gosto do cigarro havia mudado. Não chegava a ser ruim, apenas insosso. Mas eu continuei fumando enquanto as regras do jogo permitiam, pelo simples hábito arraigado e também para aproveitar o que seria supostamente os últimos cigarros da minha vida.

Depois de duas semanas sob efeito da droga, era hora estipulada de parar definitivamente. Fiquei "limpo" durante os dois meses e meio seguintes, enquanto ainda estava sob efeito do Zyban. O fato de não mais conviver diariamente com fumantes facilitou muito a tarefa.

Fim do "tratamento", até então bem sucedido. Não que com três meses eu pudesse baixar a guarda e me considerar um ex-fumante, mas de qualquer forma tinha conquistado algo importante.

Só que em minha vida então não havia muito tempo/espaço para comemoração. Quem tem filho deve saber o que é ter pela primeira vez um bebezinho em casa. Em poucas palavras, apesar das muitas alegrias, é um abalo sísmico, na sua rotina, no seu sono, na sua vida sexual. No meu caso, ao stress pós-paternidade somou-se o acúmulo de tarefas de tocar os negócios do meu pai. Foi uma fase intensa, no que isso tem de bom e de ruim.

Comecei a escorregar comprando cigarros avulsos por 10 centavos de um camelô que os vendia na hora e no local perfeitos, em frente ao restaurante por quilo onde costumava almoçar nos dias úteis ("unzinho só não vai fazer mal"). Depois percebi que estava frequentando muito aquele restaurante, que não era nem o melhor nem o mais perto do meu escritório.

Não demorou muito para eu comprar um maço, só para não ter de almoçar naquele quilo cuja comida já me empapuçava. Por um bom tempo, mantinha-o no escritório, e só fumava lá.

Um dia levei um cigarro para casa, para fumar depois do jantar no banheiro.

O resto da história você já deve estar adivinhando. O lado bom é que eu passei a ler mais, para dar uma graça adicional ao tempo em que fico trancado no banheiro.

Cheguei a tentar de novo o Zyban cerca de um ano depois. Mas interrompi o tratamento antes do fim, porque mal fiquei uma semana sem fumar.

Tabac - 22:13

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