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TABAGISTA ANÔNIMO

 

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As opiniões sobre métodos de parar de fumar aqui apresentadas não seguem critérios científicos ou estatísticos, e podem não fazer sentido para outros indivíduos.

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-22 de março de 2004 -

Paulatinos x Abruptos

Há os que preferem largar o cigarro de forma gradual, diminuindo a quantidade a cada dia, ou adiando mais e mais o primeiro cigarro do dia, até não fumar mais. Esse caminho, embora mais longo, pode ser mais tranquilo, porque desvia do fantasma da síndrome de abstinência.É uma forma de diluir seus temidos efeitos em doses homeopáticas, teoricamente mais suportáveis. A idéia de cortar apenas alguns cigarros não provoca tanta ansiedade quanto imaginar-se totalmente sem eles de uma hora para outra. A maioria dos fumantes convictos consome vários cigarros que podem ser considerados "supérfluos", isto é, não implicam em grande sofrimento se eliminados. São aqueles que a gente acende quase inconscientemente, pelo simples hábito mecânico, sem real necessidade ou vontade.

Mas esse método, por outro lado, prolonga o sofrimento, e requer, na minha opinião, uma dose extra de organização e disciplina, porque depende de um esforço de vigilância constante e prolongado. Temos que ficar o tempo todo fiscalizando o quanto já fumamos e quanto ainda podemos fumar. E como os cigarros ficam à mão, a tentação de acendê-los antes do estipulado é grande.

E há os que continuam fumando normalmente até o dia de parar de uma só vez. Estes dão-se melhor se puderem concentrar mais energia no momento pior, os primeiros dias. Se a fase inicial, relativamente curta, for vencida, ganha-se confiança para superar os obstáculos subsequentes, teoricamente mais brandos. A desvantagem deste método, sempre no meu ponto-de-vista, é a exposição abrupta ao monstro da abstinência, um monstro desconhecido que possui artimanhas reais e imaginárias para abalar as mais fortes convicções.

Há ainda uma diferença importante entre as duas abordagens. Na primeira, um momento de fraqueza é uma falta menor. Se por exemplo fumarmos 6 cigarros num dia em que a proposta era ter fumado 5, nem tudo estará perdido. Volta-se apenas um degrau na escada que leva à libertação. Já, se era para nunca mais botar um cigarro na boca e fumamos um cigarro que seja, a impressão é de um retrocesso grave, de um tombo fatal que nos obriga a voltar feridos ao início da dura escalada.

Não é possível decretar qual das duas estratégias é a mais eficaz de uma forma absoluta. Cada indivíduo deve considerar os pontos fortes e as fragilidades de sua personalidade para discernir quais armadilhas de um e outro método são as mais perigosas. Para pessoas mais metódicas e racionais, que não gostam de imprevistos, talvez o método paulatino seja mais adequado. Os mais impulsivos e emocionais possivelmente têm mais chance de sucesso se concentrarem o poder de fogo logo na primeira investida. Para quem fuma muito, 2 ou mais maços por dia, seria prudente de qualquer forma diminuir bem esta quantidade antes de pensar em parar.

Eu, como vocês já devem estar imaginando, me identifico mais com o grupo dos impulsivos, tanto que marquei um Dia D. Mas o meu plano quase por acaso acabou ficando um pouco mais elaborado do que simplesmente parar de fumar no Dia D. Explico num próximo post, porque este já está ficando muito longo. Nele talvez esteja a mais original , ainda que pequena colaboração deste blog para o combate à dependência de nicotina.

Tabac - 11:50

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