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-21 de abril de 2004 -

Unzinho

A maioria dos meus colegas da lista de blogs de ex-fumantes está em fase de ceder a tentações. Os que se manifestaram recentemente têm traído seus objetivos. Gostaria de ter as palavras certas que os fizessem voltar ao bom caminho, mas não tenho. Vou tagarelar alguma coisa, que talvez ajude, talvez não; ao menos eu fico com a sensação de ter dado minha parcela de colaboração à causa, além de esclarecer um pouco mais as coisas para mim mesmo.

Em primeiro lugar, não me vejo com muita vantagem sobre ninguém só por estar a brevíssimos 24 dias sem fumar nenhum cigarro. No fundo, a diferença entre eu e vocês é mínima. Eu posso não ter consumado o ato, mas é como eu se tivesse mentalmente fumado alguns cigarros neste período. Minha disposição ao pecado é igual.

Atribuo basicamente à sorte o fato de não ter fumado até agora. Depois de um tempo de abstinência razoavelmente tranquilo, sem terríveis sofrimentos por não fumar, passei a acreditar que tinha o controle da situação. Procurei, e não encontrei, um motivo para ter de me privar de um cigarro eventual. Achei que ser capaz de ficar a maior parte do tempo sem fumar já era o sucesso. Concluí secretamente que pegar um cigarrinho, "unzinho só", de um amigo que aparecesse fumando ou de um camelô que o vendesse avulso não faria mal nenhum. Desde que eu não tivesse meu próprio maço, e não voltasse a carregar o estoque de bastões para literalmente todos os lugares que eu fosse, eu não teria voltado a fumar.

A gente quer muito acreditar que fumar só unzinho ou outro não é fumar, não é dependência. Mas nesse querer acreditar já não está o germe da dependência?

Neste período, estive uma vez com um amigo fumante. Por um fio, por um triz, não filei um cigarro. Ele já sabia da minha decisão e deste blog. Estávamos conversando no jardim, ele fumando, eu babando. Já estava a pedir-lhe um, quando ele me interrompeu perguntando se eu não tinha mesmo fumado nenhum cigarro nesse tempo, como estava a repercussão do blog, se eu já tinha ficado famoso, se já tinha comido alguém por conta disso, em resumo, tirou um barato da minha cara, duvidou da minha intenção, me provocou, e sem querer (ou teria sido de propósito?) prestou um grande favor, porque eu decidi no último instante não lhe dar a satisfação de me ver fraquejar.

Quanto ao camelô dos cigarros avulsos, ele continua em plena, ilegal e diabólica atividade, 5 quadras ladeira acima do meu escritório, no lugar de sempre, em frente à praça de alimentação do shopping. De segunda a sexta, na hora do almoço, sempre penso em visitá-lo, e adquirir um Marlboro paraguaio, unzinho só, por R$ 0,20. Ainda não o fiz, um pouco por falta de tempo, um pouco por preguiça de subir a ladeira, mas principalmente porque tenho potencializado mentalmente a importância desses pequenos impedimentos, de forma a torná-los grandes o suficiente para me deter. Se fossem apenas duas quadras, ou se eu tivesse mais tempo de almoço, talvez eu já tivesse sucumbido.

Em resumo, nada garante que amanhã eu não esteja do lado da lá, e até vejo uma grande probabilidade disto acontecer. O truque deve ser não se ocupar com amanhã antes da hora, isto é, enquanto for hoje. E hoje eu não vou fumar.

Tabac - 00:36

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