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-5 de abril de 2005 -

Além da dependência

O próximo dia D (continuemos provisoriamente a chamá-lo assim) poderia a essa altura ramificar-se em duas possibilidades. Na primeira, ele seria simplesmente o próximo dia D, o segundo de uma provável série de outros dias D que eu posso ainda me proporcionar na vida. Pois já entendi que para mim a dependência química é café pequeno, tanto que chego a zombar dela, me impondo dias de abstinência cumpridos sem muito sofrimento, coisa que não é difícil quando sei que o dia seguinte será esfumaçado. Diria até mesmo que a chamada dependência psíquica, entendida aqui como o desconforto mental resultante da síndrome de abstinência, cederia sem muito coicear a puxões mais enérgicos do meu super-ego nas rédeas do meu id.

Assim, me julgo perfeitamente capaz de permanecer sem fumar por períodos tão ou mais longos que os que já experimentei até hoje, mas sempre de uma forma temporária, cíclica, acompanhando os altos e baixos normais da existência. Talvez esse seja mesmo o caminho mais fácil e mais certo. O tempo que eu conseguir ficar sem fumar já é lucro, e talvez na repetição eu encontre o aperfeiçoamento, aumentando os períodos sem cigarro pelo menos até o ponto em que fumar ou não fumar deixasse de ser algo tão grave, mesmo que não conseguisse abandonar o fumo para o resto da vida. Porque o resto da vida e a vida que nos resta sempre serão incertos.

Na segunda hipótese, o próximo dia D seria um novo dia D, o verdadeiro e único Dia D, uma nova e mais ampla compreensão da minha ligação com o cigarro. Seria o golpe fatal sobre o vilão que estamos perseguindo neste blog. Quanto à minha aptidão para trilhar esta outra via, já não sou tão otimista. Porque esta é muito mais ambiciosa, envolve um autoconhecimento que venho buscando quase desde que nasci, implica num upgrade de consciência que revolucionaria toda a minha vida. Largar o cigarro seria só um efeito colateral de conquistas mais importantes.

Não desisti de buscar esses fatos novos, ainda procuro esse insight com os recursos que tenho, mas no ano em que completo 40 anos de idade, pressinto que não tenho todo o tempo que a tarefa aparenta demandar se continuar nesse passo. É que eu tenho muitos planos para "depois que eu parar", e a cada dia eles se tornam mais irrealizáveis e esfumaçados.

Então, para ir ganhando tempo, vou praticando a repetição, buscando o lucro fácil (não pode haver pecado nisso) ciente de que é uma solução provisória, e esperançoso de que por essa trilha eu esbarre nos tão desejados fatos novos.

Tabac - 19:43

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