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-12 de abril de 2005 -

Conhecer ou não conhecer Zeno, eis a questão

"É, meu amigo, talvez seja mesmo a hora de você conhecer Zeno. Ou não!" Foram essas as palavras intrigantes que o Artemus deixou aqui nos comentários. Não captei a mensagem por trás do paradoxo (esperamos que ele nos venha socorrer nesse ponto), mas concordo. Você deve estar falando da mesma coisa que nossa mais nova colega de bons propósitos definiu como dilema hamletiano. Não sei até que ponto vale a pena eu queimar neurônios tentando uma resposta intelectual para um fenômeno de vísceras. Nem é esse meu estilo, embora eu tenha me deixado levar pelas boas companhias intelectuais recentemente descobertas. Eu gosto de usar a meu favor aquilo que é só intuído, mesmo sem ser plenamente compreendido.

Até cheguei a dar uma primeira lida no livro. Deve ter sido uma leitura superficial, feita muito irregularmente, porque não cheguei a compartilhar da mesma empolgação dos blogueiros que me indicaram a leitura, muito provavelmente por falta de sensibilidade de minha parte, não por falta de motivos de empolgação que o livro certamente suscita.

De qualquer forma, com esse espírito de não menosprezar o que é só intuído, eu quero deixar reproduzido alguns paragrafozinhos muito apropriados, para quem quiser se manifestar a respeito, mas também para encontrá-lo aqui quando eu voltar a consultar este post no futuro:

"Agora que estou a analisar-me, assalta-me uma dúvida: não me teria apegado tanto ao cigarro para poder atribuir-lhe a culpa de minha incapacidade? Será que, deixando de fumar, eu conseguiria de fato chegar ao homem forte e ideal que eu me supunha? Talvez tenha sido essa mesma dúvida que me escravizou ao vício, já que é bastante cômodo podermos acreditar em nossa grandeza latente.
[...]
Creio que o cigarro, quando se trata do último, revela muito mais sabor. Os outros têm, sem dúvida, seu gosto especial, porém menos intenso. O último deriva seu sabor do sentimento de vitória sobre nós mesmos e da esperança de um futuro de força e de saúde. Os outros têm sua importância porque, acendendo-os, afirmamos a nossa liberdade e o futuro de força e de saúde permanece, embora um pouco mais distanciado.
[...]
Assume-se uma atitude altiva e diz-se: 'Nunca mais!' Porém, o que é feito da atitude se mantemos a promessa? Só podemos reassumi-la se renovamos o propósito. Além disso, o tempo para mim não é essa coisa insensata que nunca pára. Para mim, só para mim, ele retorna."

Tabac - 19:02

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