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-11 de abril de 2005 -

Pequenos acontecimentos e reflexões de um fim de semana

No sábado minha mulher foi à padaria comprar pão e leite, e eu pedi que ela me trouxesse um maço de Marlboro. Fiquei levemente incomodado quando ela retornou com dois maços ("para facilitar o troco"). Em 21 anos de baforadas, foram pouquíssimas as vezes que adquiri mais de um maço de cigarros por vez. Eu, que quando faço supermercado gosto de adquirir grandes quantidades de itens não-perecíveis, para não ter de voltar ao estabelecimento tão cedo, acho que só uma ou duas vezes na vida cheguei a comprar daqueles pacotes de dez maços. Se no Brasil fossem vendidos maços com apenas 10 cigarros, eu certamente optaria por estes, mesmo se o preço por cigarro fosse um pouco maior. E observo que outros fumantes têm hábitos semelhantes.

Isso é um sintoma do sentimento de culpa do fumante. Mesmo quando não temos a intenção imediata de parar, inconscientemente não queremos diminuir as possbilidades de que algo nos faça mudar magicamente de atitude no dia seguinte.

Aliás, não conheço nenhum fumante esclarecido que não sinta um sabor amargo de culpa junto com as tragadas. Fumante convicto - que não queira parar - ou é burro, ou é louco.

 - - - - - -

No domingo recebi, junto com uma pizza que pedi por telefone, um exemplar antigo de uma edição especial da revista Veja sobre saúde, publicada no início do último verão, por conta de uma promoção em parceria entre a editora e a pizzaria.

Entre as reportagens de sempre sobre filtros solares, dietas, tratamentos estéticos e 'malhação', uma me chamou a atenção, mais por remeter a memórias particulares recentes do que pelo conteúdo em si. Era uma matéria sobre os benefícios da corrida, que abria com uma bela foto de um corredor num parque tendo ao fundo o pôr-do-sol. Quem hoje me lê deve achar difícl imaginar que por mais de um ano (mais tempo do que eu consegui ficar sem fumar) eu participei desse clube de pessoas leves, livres, saudáveis e de bem com a vida, orgulhosas de sua autodisciplina.

Foi bom enquanto durou começar o dia só com um calção e um tênis numa ilha verde dentro de São Paulo, e experimentar por uma hora o sangue e o oxigênio circulando pelo meu organismo, sentindo o suor lavar minhas impurezas e minhas elucubrações depressivas, sentindo-me mais vivo, enfim.

Acho que eu fumo para diminuir a minha energia vital. Porque não saberia atualmente o que fazer com toda a saúde que correr e não fumar me proporcionaria. Enquanto não tiver como dar vazão a essa energia, é mais seguro não deixá-la acumular-se, pois ela pode explodir. Fumo para deixar menos desconfortável essa vidinha mais-ou-menos que tenho levado.

Tabac - 19:14

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