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-3 de junho de 2005 -

Ainda sobre fumar pouco

Quero esclarecer mais alguns aspectos do atual caminho que estou trilhando, diante das manifestações de dúvida, descrédito e preocupação geral.

Primeiro os detalhes logísticos: eu não carrego mais cigarros comigo. Esses cigarros dos últimos 11 dias foram na maioria filados de amigos. Eu tenho a sorte de não conviver muito com fumantes. Das pessoas que eu vejo todo dia, em casa e no trabalho, ninguém fuma. Tenho alguns amigos e parentes fumantes, a minoria, com quem me encontro eventualmente, fora da rotina. Considero isso uma grande benção para quem quer largar. Quem está imerso numa rotina esfumaçada, rodeado de fumantes e de fumaça, tem de enfrentar um desafio maior que o meu, não tenho a menor dúvida. No meu círculo íntimo, eu sou um dos últimos bundões que ainda insiste nessa besteira. Essa baixa exposição à tentação, o compromisso de não comprar e carregar maços comigo, e também um baixo grau de dependência química à nicotina, me possibilita fumar pouco sem ficar me torturando até a próxima tragada, respondendo ao Sandro. É claro que o esquema não teria a mínima chance de funcionar para quem até ontem fumava dezenas de cigarros por dia, ou seja, quem ainda não quebrou a dependência química. Estes antes têm de ficar ao menos umas semanas sem nenhum cigarro, com aliás eu fiz. Os cigarros que fumo agora não são fissura física, são outra coisa.

Um parêntese: eu disse que a maioria dos cigarros foram filados de amigos. Confesso que alguns eu mesmo adquiri avulsos por R$ 0,15 na banca de jornal em frente ao meu escritório, depois do almoço, um pecado que já cometi antes com consequências infelizes. Sei que aí está um perigo maior, mas estou trabalhando nisso.

Como se vê, minha opção é resultado de condições muito particulares, e compreendo perfeitamente a rejeição de certos colegas aos meus métodos. No entanto, mesmo estes colegas deveriam considerar uma vantagem, menos subjetiva, implícita na abordagem: desfaz-se o mito do cigarro como o fruto proibido, portanto objeto de paixão ardente, grande tentação que precisamos evitar a qualquer custo, sob pena de cair em desgraça e arder no inferno da culpa. De repente, não existe mais o grande muro e seu outro lado, o lado dos desejos e curiosidades satisfeitos, onde estamos proibidos de entrar. Encarando dessa forma, tudo fica mais leve e menos sério, o que para mim é muito bom. Mas o caminho fica também mais longo e arriscado, reconheço. Estou cansado dos métodos consagrados, rápidos e 'seguros', se é que existem métodos rápidos e seguros de parar de fumar. E como já disse antes, isso é uma experiência. Continua resguardado meu direito de errar, e reconhecer o erro amanhã mesmo, se for o caso.

Quanto à sua provocação explícita, Artemus, como se vê no fumômetro, não posso mais fechar os 12 dias com 11 cigarros (ontem meu sogro e seu maço de Holywood Lights foram jantar lá em casa...). O índice ter ficado até agora em torno de um por dia foi quase coincidência; não me impus nenhuma meta numérica. Mas proponho-me a ficar abstêmio durante todo o fim de semana, pelo menos, para o índice voltar a patamares mais 'seguros' (por falar em segurança...).

Tabac - 17:36

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