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TABAGISTA ANÔNIMO

 

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:

As opiniões sobre métodos de parar de fumar aqui apresentadas não seguem critérios científicos ou estatísticos, e podem não fazer sentido para outros indivíduos.

O autor deste site não tem nenhum vínculo com o grupo Tabagistas Anônimos.

 

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-9 de agosto de 2005 -

Mais promoção a post

Com leitores desse nível manifestando-se na caixa de comentários, fica fácil atualizar o blog mesmo em períodos de baixa inspiração como o atual.

Paula Johns novamente nos traz informação de qualidade, ao apresentar-nos o site WhyQuit.com (em inglês), que vai para a coluna de links sobre tabagismo, há muito não atualizada por falta de material que passasse pelo rígido processo seletivo do T.A. Se você se julgava bem informado sobre a dependência de nicotina, talvez se surpreenda, como nós, com o que vai encontrar aqui.

Por exemplo, são estarrecedores, de tão pífios, os índices estatísticos de sucesso dos métodos usuais de cessação de tabagismo com medicamentos, se analisados depois de um período de 6 meses. A bupropiona (Wellbutrin, Zyban), a menos mal, só consegue índices de sucesso 15% maiores que o placebo. Mas o mais espantoso é a (in)eficácia das chamadas TRN (Terapias de Reposição de Nicotina; chicletes e adesivos de nicotina). Apenas 7% dos pacientes continuaram não-fumantes depois de 6 meses. O índice de sucesso para uma segunda tentativa com TRN é simplesmente zero. Isso mesmo, ninguém que tenha tentado largar mais de uma vez usando chicletes ou adesivos conseguiu. E o que é pior: há boas chances de você tornar-se dependente dos chicletes!

Para o WhyQuit, a única maneira realmente eficaz de deixar de fumar é a educação, a informação sobre os mecanismos do vício, e o site se esmera em providenciar isso. Ou seja, o problema deve ser encarado de uma forma muito racional e pragmática. As dicas seguem, enfocando o assunto sob esse prisma, resultando em conclusões inusitadas, cuja pertinência não pode ser ignorada. Por exemplo: depois de 10 dias sem fumar, o candidato a ex-fumante sente 'fissura' por cigarro 1,4 vez por dia em média, e essa fissura dura apenas três minutos! Mas a percepeção de tempo de um quitter está alterada pela fissura, e esses três minutos podem parecer três horas. Assim, um simples relógio passa a ser um equipamento importante para largar o vício.

Mas o mais certo é você ir lá e dar uma boa navegada por conta própria, porque o conteúdo vai muito além do que eu exemplifiquei aqui. No site você acha também links para grupos de quitters (nos quais só pode escrever quem está há pelo menos 72 horas sem fumar), e pode inclusive descarregar diferentes programas estilo Fumômetro (que eles chamam de 'quitmeter' ou 'quitômetro').

Rosa também nos traz novidades: o Nicstic. O produto suíço, que simula um cigarro, é um tubo de plástico combustível, em diferentes sabores, que permite 'fumar' sem exalar fumaça. A estratégia de marketing, calcada no slogan "prazer sem discriminação", é tentar acabar com o sofrimento que o fumante pesado experimenta quando é obrigado a permanecer por longos períodos em locais onde é proibido fumar.

A idéia em princípio parece muito interessante, mas é claro que precisamos saber até que ponto o artefato consegue de fato reproduzir a sensação de fumar, e até que ponto é mesmo inofensivo à saúde. Eu sempre achei curioso que todo o avanço tecnológico da nossa civilização ainda não tenha sido capaz de produzir um 'cigarro' que não faça mal. Quem conseguir inventar algo assim com certeza vai ficar milionário. A única coisa que soa meio estranha é que, à primeira vista, eles parecem estar mais a fim de usar a dependência à nicotina como arma para 'fidelizar' os clientes, em vez de enfatizar o potencial do produto como um método de tratamento da dependência. Os Nicstics administram nicotina no organismo, portanto devem ser classificados em alguns países na categoria das TRN. O que eu gostaria de ver é um Nicstic SEM nicotina, principalmente depois de ter lido sobre a (in)eficácia da TRN no site WhyQuit. Aí sim nós talvez estivéssemos diante de uma maneira interessante de lidar com o lado psíquico do vício, sem prejudicar a saúde e sem causar dependência química. Esperamos que os avanços morais da nossa civilização permitam que esses avanços tecnológicos sejam usados para o bem, e não se transformem em outras espúrias fontes de lucro à custa da saúde de seres humanos.

Tabac - 18:03

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