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TABAGISTA ANÔNIMO

 

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-30 de março de 2006 -

O dilema do blogueiro-tabagista

Eu ainda não tive de encarar de verdade o dilema que vou expor a seguir. Desde a inauguração do T.A., só o pressenti de leve ao final dos meus 4 meses de abstinência, entre março e julho de 2004.

Mas ele mais cedo ou mais tarde virá bater à minha porta cobrando-me uma definição, como parece que já faz com nosso amigo Artemus, que está há mais de um ano e 2 meses sem fumar. E como estou num péssimo momento para levar adiante minha agenda imediata, acho que não faz mal refletir um pouco sobre as etapas que me aguardam no futuro.

Repararam como no Cigarro e Silêncio os posts estão cada vez mais espaçados? Já era de se esperar. Afinal, o tema do blog é um problema cada vez mais distante e menos ameaçador. É natural que a preocupação, e com ela o assunto, decline proporcionalmente.

Até que ele tem sido bastante criativo, com a série de Musas, com as Mentiras que contamos a nós mesmos, e as imagens e histórias de ranchos e pescarias. Mas tenho certeza que a pergunta "o que vou escrever hoje?" o assola com freqüência crescente.

Será que é prudente ir além de um certo ponto na escrutinação de um cadáver? Não chegará o momento de enterrá-lo definitivamente e exorcisar a casa? Eu sempre achei que a última etapa de parar de fumar é parar de falar em fumar. E é aí que está o dilema: o sucesso de um blog como os nossos só será plenamente atingido com sua morte. No mínimo ele terá que passar por um renascimento, o que dá praticamente na mesma, pois nada renasce sem antes morrer.

É natural criar uma certa afeição pelo blog, pela reflexão e pelos amigos que ele traz, e também, seria desonesto negar, pelo reconhecimento, "colo" e afagos de ego que recebemos. Temo que essa afeição possa inconscientemente sabotar nossas aspirações primordiais. Isto é, que a gente volte a fumar só para ter assunto, e continuar a receber todo o estímulo positivo oferecido com as melhores intenções pelos leitores.

Tabac - 19:30

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