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-4 de abril de 2006 -

Café, creme, tédio e possibilidade

cafe cremeDo espólio da empresa que estamos fechando, coube a mim, o sócio fumante, uma latinha dessas charmosas cigarrilhas holandesas que estão na moda agora, como bem lembrou a Freja. Não, a empresa não era uma tabacaria (se fosse, quem sabe não tivesse fechado), mas vendíamos também alguns produtos de tabaco. Mais que isso não quero nem preciso comentar sobre o negócio.

Dizem que os charutos - e portanto também as cigarrilhas, suas irmãs menores - não devem ser tragados. Não acredito. Quem diz isso não é fumante profissional, só está fazendo charme. A tragada do charuto pode ser menos profunda que a do cigarro, mas como os trabucões produzem muito mais fumaça e não têm filtro, a dose de nicotina, de alcatrão e das outras famosas 4.700 substâncias que descem para o pulmão no fim deve ser mais ou menos igual.

Não gosto de charuto. Mas, até por força do negócio extinto, andei fumando (e tragando, claro) umas cigarrilhas ultimamente. Há pelo menos uma vantagem: duas ou três cigarilhas (cada uma fumada em duas sessões) me satisfazem quase tanto quanto 20 cigarros. Não sei se no fim eu absorvo menos substâncias nocivas, mas com certeza quebro a força do hábito de acender cigarros mecanicamente.

Considerei reservar as Café Crème para o período imediatamente anterior a uma próxima parada. Quem sabe assim eu consiga dotar o espólio maldito de alguma utilidade. Como se vê, na falta de novidades concretas, já apelo para os expedientes mais supeitos na ânsia de mudar as coisas.

Nesse fim de semana, quando os Marlboros acabaram, acendi uma Café Crème. A latinha dourada é um charme só. O aroma chega a dar um ar aristocrático ao ambiente. Em meio àquela bruma, sentado numa poltrona dos anos 50, lendo um bom livro sob uma luminária de design arrojado, ninguém diria que ali está alguém completamente inseguro de si.

Então minha consideração, a descrita dois parágrafos acima, assaltou-me. Veja como de repente as coisas evoluem: acabo de entrar, teoricamente, no período imediatamente anterior a uma próxima parada...

Tabac - 19:03

6 Comentários:

Anonymous Freja disse...

Tabac, você já é escolado em parar de fumar e conhece o caminho das pedras. Ver o blog na ativa de novo já é uma grande coisa, pelo menos para mim, que sempre gostei de ler os seus posts. A maré baixa nos negócios pode ser o gatilho para mudanças mais amplas! Grande abraço!

24/4/06 18:40  

Anonymous Artemus disse...

Concordância total com Freja. Tua volta já é um ganho para todos nós. Já disse a você o quanto admiro teu texto, nem preciso repetir. E se uma volta está se anunciando subrepticiamente (essa é boa) nos posts, melhor ainda.
Em tempo, eu tragava charutos. Mas nunca conseguir fumar os fabricados no Brasil. Ou é cubano, ou não é.
Abração.

24/4/06 18:41  

Anonymous Nêssa disse...

Nossa que surpresa boa....como vc fez falta.....quando acordo de vez em quando vou de blog em blog, ver se alguem ressussitou, e era muito triste te ver afastado tanto tempo....dessa vez por exemplo acho que já fazia uns 20 dias que nem olhava nem o meu nem o de ninguem.....é a repressão mesmo....muito bem dito...........
Bom retorno...

24/4/06 18:42  

Anonymous Artemus disse...

Fumômetro mais completo instalado! Pero no me gusta mucho el "enero"...
Brincadeira. Abração.

24/4/06 18:42  

Anonymous Repiso disse...

Só passei p/ deixar um abraço e, claro, parabenizar pela qualidade do texto.

24/4/06 18:42  

Anonymous Viviane disse...

Perdoe-me a intromissão, mas não entendo como um cara tão sofisticado e intelectual, que me parece ter tanta consciência do que quer, continua querendo ser escravo do cigarro. A maioria dos seus posts revelam melancolia, talvez pela falta de coragem de parar e seguir em frente neste propósito. Não se zangue comigo, me perdoa a sinceridade. Quero ser sua amiga de batalha.

24/4/06 18:43  

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