Escrever ou não escrever
Não era este o post que eu planejava para marcar a quebra da minha ausência de mais de três meses no T.A. Nem este, nem nenhum outro; na verdade nem meu retorno nem minha ausência foram planejados. Se isso faz diferença, para todos os efeitos é melhor considerar que ainda não 'voltei'. Mas como surgiu uma questão agitando a usual calmaria da blogosfera becetista, cá estou para registrar minha humilde opinião.
Compreende-se que num primeiro post depois de três meses haja uma expectativa de que eu lhes ponha a par do atual estágio da minha rotina nicotínica. Um post como esse demandaria uma certa elaboração, que infelizmente ainda não realizei, e em parte isso explica a ausência. A não ser pelas informações mínimas necessárias ao entendimento deste post, expostas a seguir, vou pedir um pouco de paciência e deixar esse assunto para o meu retorno 'oficial', o qual, como disse, ainda não está planejado (mas quem sabe essa visitinha extra-oficial contribua para apressá-lo).
O que ocorre é que, em pelo menos um aspecto, estou parecido com o Artemus: mais distante do assunto cigarro. Eu disse que estou distante do assunto, não do cigarro propriamente dito. Este se encontra bem perto, ao lado do teclado, queimando e cobrindo de cinzas um monte de bitucas que vão-se acumulando no cinzeiro desde que cheguei ao escritório. O Artemus não sente mais as angústias que o levavam a escrever sobre o cigarro; no meu caso, as angústias de fumante resistem, mas perderam a prioridade, em face de outras angústias mais urgentes. E assim espero tê-los provido das informações mínimas que citei no parágrafo anterior. O resto do relato da fumaça e das cinzas fica para um próximo post não planejado. Neste vou só expor meu ponto de vista sobre o quê e quando escrever num blog BCT.
Paira na blogosfera o mito de que um blog tem de ser constantemente atualizado. Pode até ser verdade se você está em busca de visitação e popularidade. Mas não são estes os objetivos prioritários do T.A. Não que eu não goste de ser lido, mas os propósitos deste blog são muito específicos, como já afirmei em mais de uma ocasião.
Para mim, um post velho mas relevante serve melhor à causa do BCT do que um post novo mas tergiversante. Não tenho nada contra quem muda de assunto, mas eu prefiro manter o foco, na medida do possível. Já há algum tempo a questão do cigarro está fora da minha agenda, e assuntos tais como a doença do meu tornozelo direito, ao qual me dediquei ultimamente, não têm senão uma relação muito indireta com o tema deste blog, e talvez já tenham tomado mais espaço do que o ideal.
No mais, eu concordo com o Artemus quando diz que os novos "devem assumir essa tarefa (atualizar o blog) com muito mais assiduidade do que os veteranos". Entendi que o "devem assumir" é mais uma constatação de probabilidade do que uma sugestão de procedimento. Um post, de um blog do BCT ou de outro qualquer, deve nascer da necessidade interior do blogueiro, e não de uma suposta agenda internética onde velocidade é o que conta. O valor de blogs como os nossos está mais no relato de um processo evolutivo de longo prazo do que na notícia do último momento.
Para de fumar leva tempo (eu que o diga...). Portanto, deixemos as coisas acontecerem no ritmo que for natural. Para os ansiosos por novos posts, sugiro que, na ausência destes, releiam os antigos, de meses ou anos atrás, do seu próprio blog ou do companheiro. Pode ser que você se surpreenda com novos insights tirados da simples comparação entre ontem e hoje.
Por último, quero avisar que tenho acompanhado seus blogs. Se não tenho comentado, é por falta de relevância ou de tempo.
Tabac - 19:20
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