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-9 de abril de 2007 -

Inferno obrigatório

Artemus disse...

Catarina é inverossímil como um personagem mal formatado. Fumar 60 cigarros por dia aos 13 anos? E a logística de esconder tudo dos pais, especialmente os odores residuais? E a verba para queimar 200 reais ao mês, de onde vem? Agora, menos verossímil ainda é a estratégia de meu velho amigo Tabac. Redução gradual sem cronograma, sem prazos finais, sem a expectativa e a angústia dos momentos decisivos? É, meu amigo, você é um existencialista sartreano daqueles mais irritantes (no bom sentido, é claro). Daí, como Sartre, você pode me responder: "O inferno são os outros", hahahaha...

Estou adorando a fase 'franqueza-acima-de-tudo-doa-a-quem-doer' do nosso velho amigo Artemus. Porque, de politicamente correto, já basta o mundo hipócrita em que freqüentemente submergimos. E nada como um pouco de autenticidade para tirar o pó das idéias.

O primeiro alvo da franqueza foi nossa amiga Viviane, em fase de escorregadelas na abstinência de um ano, que por isso aceitou severos puxões de orelha deste que se tornou o superego do BCT, uma espécie de velho sábio da tribo, ao qual todos recorrem quando desorientados.

Artemus então apontou seu cajado na direção de Catarina e eu, para denunciar nossa carência de verossimilhança. Caro Artemus, por mais que nos esforcemos em nos descrever sincera e completamente, você bem sabe que essas personas virtuais que criamos são todas personagens. Não quero dizer que estamos sendo deliberadamente mentirosos ou omissos, mas que é impossível nos descrevermos de uma forma objetiva, plena e cem porcento isenta. Isso inclui a Catarina e eu, claro. Mas você também!

Retóricas à parte, acredito que para um personagem como a Catarina ficar bem formatado, basta imaginarmos pais muito ricos e ocupados, predispostos a não ver certos problemas para não ter de resolvê-los, e tentando compensar sua ausência com dinheiro. Situação que, infelizmente, não é rara de se ver por aí.

Mas vamos logo ao personagem que mais me interessa - eu mesmo, quem mais seria? Talvez Artemus esteja compreensivelmente influenciado pela experiência da companheira Cristal, que vive o seu "inferno pessoal" (ou vivia, na época em que o comentário acima foi deixado; a velocidade de atualização desse blog é para nocautear qualquer persona virtual que se preze...). Referências e esse "inferno pessoal" já apareceram antes no Cigarro e Silêncio e/ou em comentários deixados por Artemus em outros blogs. A maioria parece concordar que a expressão descreve bem a provação pela qual passam os candidatos a ex-fumante no início da abstinência de nicotina.

Mas o que mais intrigou no comentário é que, para Artemus, esse inferno pessoal é obrigatório! Sem o inferno, sem a "angústia dos momentos decisivos", qualquer estratégia é inverossímil na opinião do nosso amigo.

Tenho certeza de que já comentei essa questão aqui antes. Compreendo, cada vez mais, principalmente após a ajuda dos colegas do BCT, que há uma diferença significativa entre a minha relação com o tabaco e a da maioria dos fumantes, que é o grau de dependência física. Existe um teste que avalia o quanto o nosso corpo está viciado, e nesse teste - por incrível que possa parecer, uma vez que eu continuo fumando enquanto outros com grau mais alto pararam - meu resultado é um grau baixo de dependência física. E ainda que alguém quisesse discutir a validade do teste, acho que o meu grau baixo pode ser confirmado pela ausência desses sintomas freqüentemente narrados pelos que estão em seus "infernos pessoais".

O meu lance com o cigarro é uma coisa psicológica, mental, comportamental. Não sei se isso é melhor ou pior. Às vezes acredito que, se eu tivesse experimentado e superado algo semelhante a esse inferno pessoal que tantos descrevem, seria mais fácil nunca mais colocar um cigarro na boca. Mas as coisas comigo não funcionam assim, feliz ou infelizmente.

O fato é que eu já estou há 3 meses nesse esquema, fumando em média uns 10 cigarros por semana, sem que essa quantidade tenha aumentado ao longo do tempo. Não sei o que vai acontecer daqui para frente, é claro que o ideal é diminuir essa quantidade até zero, e permanecer no zero. Espero chegar um dia a este ideal; acredito, cada vez mais, que este estágio só virá junto com um equilíbrio pessoal construído gradualmente e a duras penas.

Não que eu não tenha passagem comprada para o meu inferno pessoal. Mas o avião não será a abstinência de tabaco. A questão da patologia do meu tornozelo, a expectatitva de uma cirurgia difícil e uma convalescença longa e, sobretudo, a perspectiva de ficar com limitações para o resto da vida têm proporcionado doses razoáveis de ansiedade (sem que isso tenha aumentado a média de cigarros fumados), mas isso é assunto para outro post, senão para outro blog.

Tabac - 22:40

4 Comentários:

Anonymous teresa disse...

oi. parei de fumar agora. comecei a blogar agora. visita meu blog?

10/4/07 04:55  

Anonymous Freja disse...

Tabac, não me leve a mal, mas essas elocubrações sobre vício físico vs. psicológicos me soam muito mais como justificativa do que como um real obstáculo para parar. Você coloca essa questão seguida por um "feliz ou infelizmente" ao relatar o que funciona para você. Eu não teria dúvidas em classificar como INFELIZMENTE, afinal o fato de você ter criado esse blog deve significar que você gostaria de ser não fumante. Então, seguindo a linha do franqueza-acima-de-tudo-doa-a-quem-doer, fica aqui o meu registro que esse tipo de argumento que você coloca se encaixa no do fumante defensivo, que está profundamente incomodado com o fato de fumar e afirma que não. Sinceramente, eu acho que você está no seu inferno pessoal há algum tempo. Grande abraço.
Freja

11/4/07 09:37  

Anonymous Artemus disse...

O velho sábio da tribo com seu cajado(esta vai ter volta, aguarde) anda levantando umas lebres lá no CS. Abração.

14/4/07 10:08  

Anonymous Artemus disse...

Viviane down.

15/4/07 16:18  

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